Acalanto

Publicado por Lulubel em O Mundo de Lulubel

 

“É tão tarde
A manhã já vem,
Todos dormem
A noite também,
Só eu velo
Por você, meu bem
Dorme anjo
O boi pega Neném;
Lá no céu
Deixam de cantar,
Os anjinhos
Foram se deitar,
Mamãezinha
Precisa descansar
Dorme, anjo
Papai vai lhe ninar:
“Boi, boi, boi,
Boi da cara preta
Pega essa menina
Que tem medo de careta”

 Dorival Caymmi

 

Quando eu era pequena, antes de dormir, meu pai cantava essa música para que eu e minha irmã dormíssemos.

Os anos se passaram online casino e de certa forma, eu tenho diariamente, acordado com a palavra “ACALANTO” e uma voz dizendo você precisa dizer o que é o ACALANTO.

Hoje, quando acordei, a vozinha ainda me disse, sobre os acalantos que levamos para vida inteira, em forma de cachorros de pelúcia com o nome de “DORMINHOCO” ou ainda, uma VAQUINHA MALHADA e surrada que mora ainda com uma princesa, ou então o que dizer de uma Linus e seu cobertorzinho que aquecem e afagam os nossos corações em momentos em que nos sentimos sós?

Então, creio que “ACALANTO”, são os acolhimentos, os carinhos, as carícias que nos tranquilizam, que nos embalam, ou pelas pessoas que nos amam, ou que nos amaram, nos momentos de repouso nos nossos sonos ou dos nossos filhos, mas também, nos momentos em que a vida se torna um pouco dura e vem com a voz do pássaro de cor viva, cantar em nossas mentes canções para dizer:

- Hey,  é tão tarde, mas só eu velo, por você meu bem !!!!

Acho que “Vozinha”, é essa a moral do que é “Acalanto”.

Pelo menos do que você me ensinou.

Com todo meu “Acalanto”,

Lulubel.

 

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Bem, sou a Lú, mãe dos amados pivetes, de três fantásticos amados pivetes. Tento entender um pouco dessa rotina louca de ser mãe, e ainda dar conta de trabalhar, ter uma vida pessoal. Escolhi ser arquiteta, por afinidade, por admiração e por adoração. A minha infância foi dentro de um escritório de arquitetura dentro de casa, com uma imensa prancheta, régua "T"e imensas folhas de papel com madeiras balsa. O apelido Lulubel foi dado quando dei meus primeiros passos no quintal de casa e desde então entre desenhos e arquitetura criei um mundo. Um grande amigo sempre falou que escrevo com sinceridade, com o meu coração, que tenho um jeito de escrever falado e simples e falar sobre meus filhos e do meu mundo é falar sobre o que ocorre comigo, algo sobre sensações que eu tinha da minha infância e percebo neles hoje, em cada pedacinho ao colocar meu olhar, nas nossas aventuras, desventuras porque afinal a melhor parte da vida, sempre foi e é a infância.

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