Hoje é…

Publicado por Lulubel em O Mundo de Lulubel

Quando eu era uma menininha

Eu perguntei a minha mãe o que eu serei

Eu serei bonita?

Eu serei rica?

E ela disse isso pra mim:

 O que será será

O que será, será

O futuro não é nosso pra ver

O que será será 

Quando eu era uma criança na escola

Eu perguntei à minha professora o que eu deveria tentar

Eu deveria pintar desenhos?

Eu deveria cantar músicas?

Essa foi a sua sensata resposta: 

Oue será será

O que será, será

O futuro não é nosso pra ver

O que será será 

Quando eu cresci e me apaixonei

Perguntei ao meu amor, o que virá depois.

Haverá arco-íris, dia-após-dia?

E o meu amor me disse: 

Oue será será

O que será, será

O futuro não é nosso pra ver

O que será será 

O que será, será

O que será será?

http://www.youtube.com/watch?v=xxsu9060VEg

Acima uma regravação de Pink Martini para o clássico Que Sera Sera cantado por Doris Day no filme o O HOMEM QUE SABIA DEMAIS  de Alfred Hitchcok.

Na trama os pais são envolvidos em um suspense tenso. Um dos melhores filmes deste grande mestre. Na  regravação feita, a filha é sequestrada.

O filme toma uma proporção nobre, quando Doris anda pela casa, cantando a música para a filha ausente, como se ela estivesse lá para ouvi-la, por todos os cantos até que chega ao quarto, sem a certeza do futuro que teriam.

Evidentemente foi uma música que marcou muito da infância de todos nós, ao dizer que :

Que será , será

O Futuro não é nosso para ver

O que será, será.

Porém, quantos anseios projetamos em nossos futuros? Seremos bem sucedidos? Belos? Esculturais? Nossos sonhos de infância se concretizaram? A vida que imaginávamos foi aquilo mesmo? Aproveitamos os momentos bem? As pessoas que amávamos ficaram?

Então, quando sento junto à minha filha, na cama e vejo as perguntas que fiz quando garotinha, a resposta é a mesma que minha mãe sabiamente falou  : O QUE SERÁ, SERÁ.

No fundo, é  mais gostoso, hoje abraça-la , ainda pequenina apenas, aproveitar esse momentos  quando sentamos juntas e pensar que hoje ela é linda, é rica e isso, HOJE É.

Ela canta lindamente, desenha e pinta sonhos, e isso, HOJE É.

E quando e hora do meu maior, com amores e promessas de arco íris do dia de hoje, nos seus afetos dos 13 anos, apenas  fico feliz, porque apenas, HOJE É.

Meu pequeno embalado nos meus braços  faz lembrar que não sou mais menininha, sou mãezinha e que bom, que HOJE É!

Amanhã não sei o que haverá , muitos dos meus sonhos, não foram como eu pensei , mas como mulher hoje eles são como devem ser. O futuro não é nosso para ver, o que será, será.

Um beijo e

Feliz Páscoa!

Lulubel

 

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Lulubel

Lulubel

Bem, sou a Lú, mãe dos amados pivetes, de três fantásticos amados pivetes. Tento entender um pouco dessa rotina louca de ser mãe, e ainda dar conta de trabalhar, ter uma vida pessoal. Escolhi ser arquiteta, por afinidade, por admiração e por adoração. A minha infância foi dentro de um escritório de arquitetura dentro de casa, com uma imensa prancheta, régua "T"e imensas folhas de papel com madeiras balsa. O apelido Lulubel foi dado quando dei meus primeiros passos no quintal de casa e desde então entre desenhos e arquitetura criei um mundo. Um grande amigo sempre falou que escrevo com sinceridade, com o meu coração, que tenho um jeito de escrever falado e simples e falar sobre meus filhos e do meu mundo é falar sobre o que ocorre comigo, algo sobre sensações que eu tinha da minha infância e percebo neles hoje, em cada pedacinho ao colocar meu olhar, nas nossas aventuras, desventuras porque afinal a melhor parte da vida, sempre foi e é a infância.

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