O melhor lugar do mundo

Publicado por Belise Mofeoli em Papo de mãe

Dorothy dizia que “Não existe lugar como o nosso lar”. Concordo. E falar isso me lembra que há poucos anos minha mãe teve que vender a casa, onde minha irmã e eu vivemos praticamente a vida toda, para a Prefeitura, a fim de que o local das nossas mais antigas lembranças desse lugar a uma rua (que por sinal, nunca foi construída). Ao contrário do que eu esperava, tal mudança não foi nem um pouco dramática para mim. Logo que pisei na nossa nova morada, me senti em casa. Era onde minha mãe e minha irmã estavam e também o único lugar onde eu queria estar naquele momento.

Já ouvi que cada um tem a mãe que merece.  Creio que cada um recebe de Deus a mãe que precisa. E como eu precisava que a minha fosse mesmo minha! E como ainda preciso e precisarei sempre dela! Ela é tão… “TÃO”, merece tantos superlativos, adjetivos, exclamações… que seria egocentrismo da minha parte dizer que a merecia. Mas como é bom tê-la!

Quem tem a graça de ainda ter uma mãe carinhosa, que aproveite. Quem já a teve agradece os tempos que passaram juntos. A mãe é o primeiro refúgio do filho. O primeiro ponto de apoio. O primeiro ídolo. Não é à toa.

Quando um pai é atencioso, participativo, faz de tudo pelo rebento, é comum ouvirmos que “ele é uma mãe”.  Pode parecer um tanto sexista, preconceituoso, mas não é. Quem nunca se deparou com uma mãe carregando sacolas, guarda-chuva, bolsa e filho(s)? E todos aqueles relatos de mães que, para salvar/proteger “a cria”, desenvolveu uma força sobre-humana? E o que nos espanta ainda é quando uma mãe não age assim.

Mãe presente não tira férias da maternidade. É impressionante como as mães não relaxam! Podem até educar filhos livres, autossuficientes, no entanto, estão sempre querendo saber onde eles estão, se estão seguros. Mesmo assim, com todas correria e abnegação presenciadas, mais e mais filhas fazem questão de se tornarem mães. Por quê?

Há sempre aquelas heroínas que não receberam carinho materno, mas querem passá-lo aos futuros filhos. No meu caso, recebi tanto carinho, sempre tive certeza do tamanho amor que minha mãe demonstra, que preciso ter filhos. Estou totalmente convencida que vale a pena. Só espero que meus filhos também achem que eu valho. (rs) E tomara que eu tenha aprendido com o exemplo lindo que Deus me deu.

Os dias estão cada vez mais corridos. Vejo a minha mãezinha com menos frequência do que gostaria. Ainda bem que existe a tecnologia para nos manter em contato! Telefone e computador, no entanto, não são suficientes para a minha saudade. Neste final de semana indo para a casa. Para o meu lar. E existe melhor lugar do que colo de mãe?

Feliz Dia da Mães!!!

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Belise Mofeoli

Belise Mofeoli

Quando a Valeria Guerra me convidou para dar dicas de livros infantis, eu parei, pensei e disse: “Pode ser algo menos careta, como um bate-papo com os pais?” Porque se não fosse, assim, não haveria grandes motivos para esta coluna existir. O que eu queria é discutir literatura infantil de qualidade partindo do ponto de vista da criança que fui. Resolvi botar a pequena Belise no colo e cuidar dela, sabe? Aí ela começou a tomar conta de mim e a me explicar o efeito que cada história fez/faz nela, e que me transformou em alguém que vive da escrita. Depois de tanto pensar e rascunhar possíveis nomes, ao batizar esta coluna de “Grandes Livrinhos que (Re)li”, senti que ia me divertir muito a escrevendo. Tem livros muito bons sendo escritos hoje em dia, contudo, não resistirei a falar também dos mais antigos, que vêm fazendo parte da infância de várias gerações. Afinal, que posso eu fazer se os clássicos são... “clássicos”? Belise Mofeoli é Roteirista, Redatora Publicitária, Roteirista de Audiodescrição.

Comentários (1)

  • Regina

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    Querida, obrigada!
    Você e sua irmã são presentes de Deus para mim. Foram- me confiadas para que eu pudesse ter um crescimento espiritual. Vocês me ensinaram o amor e a alegria em seu sentido mais puro e profundo.
    E, através desse especial do Cuca Maluca, permito- me cumprimentar a todas as outras mães: mães de alma, de barriga, de coração, mães dos filhos, dos irmãos e dos pais, mães acolhedoras, mães preparadas e as inexperientes, mães de fato e de direito, mães daqui e dacolá. Mães que oram e desejam o sucesso de seus filhos.
    Seus filhos, pessoas do bem!

    Bjs

    Regina

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