VOA LIVRE PASSARINHO…

Publicado por Lulubel em O Mundo de Lulubel

Ainda quando pequena sempre via na estante um livro chamado LIBERDADE SEM MEDO.  Parava horas e horas lendo a colocação de Khalil Gibran ao falar sobre os filhos serem do mundo e  ter a “ânsia da vida por si só” e serem lançados como flechas vivas pela mão do arqueiro que ama.  E ficava lá interpretando o que ele quer dizer ????

Então pensava: o que é ser livre e não ter medo de ser livre?

Bem, vamos lembrar que a pessoa que aqui vos fala era de uma época em que escrever com a mão esquerda ainda mais em uma escola católica, era um pecado e tudo isso por uma questão meramente cultural – o esquerdo era associado ao pecado e a demônios.  Quanta besteira… Mas fui com outras muitas, obrigada a usar a mão do certo, do destro e sem ter destreza para tanto. Era um grande sofrimento não ser livre para ser gauche, mas ser gauche foi minha escolha e minha liberdade. Lá entendi o que seria ser livre!

Enfrentei grandes dragões, que me chamavam de “bicho ruim”, por ser canhota. Oras como uma criança por ser canhota pode ser ruim??? Então a questão de ser livre para usar meu braço esquerdo era uma questão de honra, afinal os princípios são os princípios,  aí entra uma coisa muito legal :  a criança é capaz de valorar seus próprios princípios e escolhas. Tem plena noção de valores, de respeito ao outro e a autoridades, a alguns limites, a ajuda ao próximo. Evidentemente somos os arqueiros que lançarão elas a vida e daremos as guias para as escolhas menos arriscadas, mas se pular de bungee jumping for uma escolha – online casino’s viva a liberdade sem medos!

O professor  Neil sim, foi um visionário em questionar o uso de palmatórias e castigos severos ao propor um novo aprender sem tantos medos. Na minha humilde opinião o que ele fez foi mais do que um novo sistema de aprendizado, ele afirmou que não é necessária a repressão severa para que uma criança entenda o peso das escolhas que faz.  Elas devem ser envolvidas no seu próprio processo do que é ser livre e entender a caminhada conjunta que farão com a responsabilidade.

Aqui uma reflexão :

“Ser livre é não ser escravo das culpas do passado nem das preocupações do amanhã. Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama. É abraçar, se entregar, sonhar, recomeçar tudo de novo. É desenvolver a arte de pensar e proteger a emoção. Mas, acima de tudo, ser livre é ter um caso de amor com a própria existência e desvendar seus mistérios  – Augusto Cury

Um beijo

Lulubel

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Bem, sou a Lú, mãe dos amados pivetes, de três fantásticos amados pivetes. Tento entender um pouco dessa rotina louca de ser mãe, e ainda dar conta de trabalhar, ter uma vida pessoal. Escolhi ser arquiteta, por afinidade, por admiração e por adoração. A minha infância foi dentro de um escritório de arquitetura dentro de casa, com uma imensa prancheta, régua "T"e imensas folhas de papel com madeiras balsa. O apelido Lulubel foi dado quando dei meus primeiros passos no quintal de casa e desde então entre desenhos e arquitetura criei um mundo. Um grande amigo sempre falou que escrevo com sinceridade, com o meu coração, que tenho um jeito de escrever falado e simples e falar sobre meus filhos e do meu mundo é falar sobre o que ocorre comigo, algo sobre sensações que eu tinha da minha infância e percebo neles hoje, em cada pedacinho ao colocar meu olhar, nas nossas aventuras, desventuras porque afinal a melhor parte da vida, sempre foi e é a infância.

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