Mamãe! De onde eu vim?

Publicado por walterolivas em As histórias do papai

Ao ouvir esta pergunta feita de forma direta por nossos filhos, a nossa adrenalina vai a mil.

O sangue sobe à cabeça, um calor percorre a coluna, a mão fica gelada e o suor toma conta do corpo. A sensação de que o chão da sala ou da cozinha afunda é verídico, e de que a luz está mais clara que o normal também é e nós… nós ficamos apavorados.

— Ai meu Deus, agora não. Não estou preparada(o) para isso (pensamento padrão).

E lá vem a imagem das abelhinhas fazendo sexo, das borboletinhas também, dos gatinhos, (opa! Esses nem pensar) e tudo para tentar explicar a complexa pergunta do “De onde eu vim”.

Nossa cabeça procura na fauna, na flora e em todos os lugares do mundo os exemplos mais fáceis de serem usados. É difícil, eu reconheço, já passei por isso.

Enquanto procuramos uma resposta, podemos ver nossos anjinhos nos olhando como quem fez uma arte e nem percebeu que fez arte. Cuidado com a resposta, porque senão quem fará arte será você.

Não tem como não responder, é a hora, respire fundo, pense nas abelhinhas e faça o melhor que você puder.

Quer uma dica? Antes de responder, ganhe um pouco mais de tempo e responda a uma pergunta com outra pergunta.

Uma simples: — Como assim, me explique melhor o que você quer saber?

Se a criança responder que quer saber como ela nasceu, a resposta será bem simples, use as abelhinhas, as borboletas, mas nunca os gatinhos. Agora, papai ou mamãe, se a resposta que a criança quer ouvir é sobre o avô ou bisavô, apavore-se, você não saberá responder.

É mais fácil falar dos princípios da vida na forma física do que falar dos princípios da vida na forma parental. A grande maioria dos pais não conhece mais que duas gerações de antepassados.  E não adianta dizer:

— Pergunta para o seu pai, ou sua mãe. Vai ser um ping-pong  entre o papai e a mamãe.

Hoje é muito comum esta pergunta entre os pequenos, eles estão se socializando com outras crianças, eles vivem situações na escolinha, no parquinho e em todos os lugares frequentados com crianças oriundas de diversos tipos de famílias. A sociedade mudou e mudou também o foco da pergunta: “De onde eu vim”. Muitos deles conhecem diariamente crianças com múltiplas histórias familiares, em algumas delas as diferenças não serão bem entendidas. Por exemplo, famílias sem pai, ou sem a mãe, família com dois pais ou duas mães, e assim seguem as dezenas de combinações que serão diferentes da família de seu pequeno.

Isso causa uma confusão danada, mas se você perceber, de facílima solução.

Nem sempre a pergunta está se referindo ao sexo, mas sim à necessidade da criança de se situar no mundo em que ela vive, criando a relação parental e de pertencimento a uma família.

Se uma criança ouve outra criança falar sobre bisavô ou bisavó e este personagem não é conhecido por ela, cria-se o questionamento e a dúvida.

Você pai ou você mãe, pode solucionar isso de forma tranquila, explicando com muito carinho a árvore genealógica de sua família para o seu filho ou filha. É sabido que muitas escolas ensinam genealogia de forma bem bacana, mas você não vai perder a oportunidade de ensinar para o seu filho ou sua filha de sua maneira bem particular, vai?

A pergunta agora muda um pouco: Você sabe fazer árvore genealógica? Sabe o nome de todos os quatro bisavós de seu filho?  Sabe responder por que os priminhos de seu filho ou filha não têm o mesmo sobrenome? Sabe dizer com segurança se vieram da Itália, Espanha ou Portugal?

Pois bem, estas respostas que a criança vai adorar saber, irá posicioná-la rapidamente no mundo à sua volta, e colocá-la em vantagem diante das novas e possíveis afirmações de coleguinhas.

Saber de onde se vem, é uma questão quase que necessária para nós humanos, tão necessária quanto saber sobre as abelhinhas.

Você pode começar a mostrar para seu filho ou filha, as fotos de papai, mamãe – o primeiro estágio da história, depois, vá mostrando fotos dos avós, dos bisavós até que apareça a lacuna que nem você  e nem a criança saibam, ou seja, algum parente que é “desconhecido”  para você, então é chegada a hora de você ensinar genealogia para seu filho ou sua filha.

Use o site www.myheritage.com.br,  é bem fácil de usar e seu filho, ou filha, vai adorar colocar as caixinhas coloridas em seus devidos lugares, com o nome e se possível com a foto.

Ensine a criança a pesquisar, a fazer perguntas e a procurar o vovô ou a vovó para completarem a história, isso irá aproximar ainda mais a criança do núcleo chamado Família.

Gostou da ideia? Criança é danada para formular perguntas. Prepare-se.

Até a próxima semana

Walter Olivas, MyHeritage.com Brasil e Portugal


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walterolivas

Walter Olivas - Country Manager de MyHeritage para o Brasil e Portugal - Marketing Team, blogueiro, designer, publicitário, genealogista, pai de 4 filhos e avô de plantão de 2 netos e 6 sobrinhos-netos. Redator do blog.myheritage.com.br

Comentários (1)

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